6 de jun de 2012

Públio Lentulus: A História de um Homem, a História de um Espírito:

Desde a revelação espírita, o Mundo tem tido o conhecimento do grandioso trabalho mediúnico (psicografia) de Francisco Cândido Xavier na publicação de “seus” livros.

Sabe-se que todo este trabalho fora executado graças ao benfeitor espiritual deste médium, que se apresentou como Emmanuel.

Mas quem foi este benfeitor? E como teve ele tal merecimento para apresentar-se como um espírito amigo e organizar grandiosas revelações espíritas?

O Espiritismo nos ensina que somos criados simples e ignorantes, e no decorrer dos séculos, evoluímos paulatinamente por meio das nossas várias jornadas, (reencarnações na Terra, necessárias para a nossa autolibertação).

O orgulhoso Senador Públio Lentulus Cornelius, descendente da orgulhosa gens Cornélia, (ver livro Há Dois Mil Anos), após passar por diversas reencarnações corretivas para sanar sua vida embevecida nas paixões do poder e da luxúria, apresenta-se, passados longos processos de depuração espiritual, com Emmanuel, espírito protetor de Francisco Cândido Xavier, ou simplesmente Chico Xavier.

Até o ponto em que nos foi permitido conhecer sua história, vimos este Ser (espírito) imortal adquirir os dotes intelecutias das construções humanas, aprendendo mais a frente (próxima reencarnação) a simplicidade no labor braçal de escravo, para só a posterior, ingressar nos estudos da fé (embora dogmática e cega), onde iniciara sua preparação para o derradeiro trabalho.

Como resumo da vida de Públio Lentulus, citamos sua trajetória inicial de Cônsul da grande Roma, e após Senador do mesmo Império e da mesma gens (palavra latina que significa consangüíneo).

Posteriormente a estas duas vidas de conhecimentos terrenos e de muito poder, volta ao vaso carnal em Éfeso, já como escravo, cinqüenta anos depois de sua jornada de esplendor. Passados alguns séculos como personagem da história do antigo Império, Emmanuel liberta-se daquele processo, e volta novamente ao Mundo escola, já em outros períodos da humanidade.

Como integrante da medieval Igreja, ora aparece como Padre Damiano, (dentre outras existências) para por fim, auxiliar o Brasil como Padre Manoel da Nóbrega.

Este o resumo do processo natural de resgates e bem aventuranças deste espírito (podendo ser de todos nós), que, valendo-se da Lei de ação e reação, soube, em determinado momento de sua existência, utilizar-se de seu livre-arbítrio, libertando-se definitivamente dos valores do Mundo.

Com todos estes merecimentos conquistados, temos Emmanuel como resultado de si próprio na grande jornada terrena, fim de toda criatura, tornar-se Espírito de luz. Este o exemplo do benfeitor, nos mostrando que com sua evolução moral e intelectual (ambas tem que ocorrer no processo de evolução), o Ser continua agora cada vez mais pujante, com mais energia, mais felicidade e por sua vez muito mais trabalho no bem, ações e emoções, que fazem o Espírito evoluir cada vez mais.

Como nos diz o cântico do Século VIII: “Veni, veni, Emmanuel Captivum solve Israel, Qui gemit in exilio, Privatus Dei Filio”. (Emmanuel neste caso é o significado da palavra Deus conosco).


Que assim seja.
Jivago Dias Amboni – integrante do Movimento Espírita Catarinense e trabalhador do Centro Espírita Circulo da Luz de Criciúma.

Nenhum comentário:

Postar um comentário