15 de nov de 2011

Vigiando e Orando


“Vigiai e orai para que não entreis em tentação[1]...”

Esta frase foi dita por Jesus, mas o que iremos analisar em primeiro momento é a palavra tentação[2], procurando entender este termo utilizado na época do Cristo, e analisá-lo dentro da fé raciocinada, propiciada pela Terceira Revelação, para após, vislumbrarmos a necessidade e a importância da vigília e da oração em nossas vidas.

Com o título – Vigiemos e Oremos[3] – o benfeitor espiritual nos esclarece que as tentações nada mais são do que o mau uso feito por nós mesmos do nosso livre-arbítrio.

São em suma sentimentos que decorrem do fundo sombrio de nossas almas, criações de nossas individualidades em vidas pretéritas.

Em virtude de nossa pré-existência ante o corpo somático, temos nesse fundo sombrio mencionado por Emmanuel nossas forças desequilibradas reveladas, que por sua vez alimentam-se do âmago de nossos sentimentos negativos.

Nos seguem estes sentimentos como construções que ainda não aprendemos a deixar de lado. São na atualidade nossas provas, nossas expiações, que necessitam de reajustes para que possamos evoluir.

Ainda muito infantis no processo de evolução espiritual, não só mantemos nossas inferioridades do passado, mas nos permitimos criar novos sentimentos nas paixões da carne.

Entendendo este processo, o Cristo nos deixou uma profilaxia, ensinando-nos a vigiar nossas ações diárias e orar. Diz-nos o Evangelho Espírita que a oração serve como uma corrente fluídica aos planos espirituais superiores, aliviando-nos quando precisamos e dentro daquilo que merecemos.
O reencarne na Terra serve justamente para este fim. Como Mundo Escola[4], a Terra nos da em usufruto o seu tempo para aqueles que ainda possuem as tentações muito fortes em seu presente.

Terra! Plano de provas e expiações[5], tentações nossas, criadas em nós e por nós. Neste ínterim, é importante salientar que o tempo em que nos encontramos no Planeta serve para desconstruirmos nossas sugestões de inferioridade em benefício as criações evolutivas.

É hora da humildade, do conhecimento espiritual, do exercício de bom ânimo, da paciência e muitos outros valores do espírito.

Vigiando e orando deixaremos o pretérito no seu tempo, construindo vidas vindouras mais leves, sem tantas “tentações”.


Jivago Dias Amboni


[1] Mateus 26:41 – Tradução diretamente do Grego, (grifo nosso).
[2] Decorrente de nossas inferioridades passadas e atuais. O nosso não aperfeiçoamento moral na atual existência pode nos fazer desencarnar com estes sentimentos.
[3] Obra mediúnica Fonte Viva, psicografia de Chico Xavier, lição 110.
[4] Termo utilizado pelo benfeitor espiritual Camilo (Raul Teixeira).
[5] Local onde espíritos regressam para reajustarem as mazelas cometidas em vidas passadas cometidas para consigo mesmo, ou com seus contemporâneos.

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