13 de mai. de 2012

Espíritos Protetores

Nas tradições de todos os tempos, desde seus primórdios, até a data atual, estamos sempre em contato com as revelações, que em seus vários registros, nos demonstram a existência e o auxílio dos chamados, Anjos.

Mas o que seriam os Anjos? E qual sua diferença para com os Espíritos de Luz (protetores) ensinados e comprovados pela revelação Espírita? Em suma, falamos dos mesmos seres, Espíritos evoluídos (em algum momento de sua jornada foram Homens), que se utilizando de seu livre-arbítrio ascenderam nas escalas evolutivas, (naturais aos espíritos em seu processo de evolução), e que por isso mesmo, tornaram-se mensageiros do Cristo, ou, Anjos (etimologicamente a palavra anjo vem do Grego, e quer dizer mensageiros).

No Livro dos Espíritos, Allan Kardec, questiona na pergunta de número 128 sobre a categoria e a natureza destes Seres.

 “Os seres que chamamos de anjos, arcanjos, serafins, formam uma categoria especial de natureza diferente dos outros Espíritos?”.

E os Espíritos que iniciavam a Terceira Revelação na Terra respondem:

“Não; esses são os Espíritos puros; os que se acham no mais alto grau da escala e reúnem todas as perfeições”

E continua o codificador em seus questionamentos.

“Há Espíritos que se ligam a um indivíduo em particular para o proteger?”
“Sim, o irmão espiritual; é o que chamais o bom Espírito ou o bom gênio”, (q. 489 L.E).

“Que se deve entender por anjo guardião?”
“O Espírito protetor de uma ordem elevada” (q. 490 L.E).

Não que formem a mais alta escala da evolução espiritual, mas são aqueles que (no passado, como espíritos imortais) revestiram a carne como homens, e que hoje ocupam um alto grau em virtude da escala moral que atingiram dentro de seus merecimentos. Cabe salientar que como todos os seres da criação, nasceram simples e ignorantes, estiveram em várias reencarnações, mas, sabendo utilizar seu livre-arbítrio conquistaram os atuais estágios de evolução em que se encontram.

Nos registros da História, temos a presença destes Espíritos superiores comunicando-se com os Homens. Com os apóstolos do Cristo (dos vários momentos podemos citar o Pentecostes), com Maomé ao refugiar-se no deserto e receber a visita do “Anjo” Gabriel, que lhe dita o Alcorão, com Thomas de Aquino, Francisco de Assis, Paulo de Tarso, os Profetas de Israel (em suas inspirações), com Pedro o apóstolo, Dante Alighieri, Joana D’Arc, Irmãs Fox, Chico Xavier, Divaldo Pereira Franco e tantos outros, que com suas mediunidades afloradas e bem trabalhadas, receberam e recebem os chamados Anjos, ou espíritos protetores, para guiar a Humanidade.

Em suma são estes, os espíritos bem fazejos como Emmanuel, Joana D’ Angelis, André Luiz e a plêiade do Espírito Verdade, que vêm e vieram ao longo dos Milênios se comunicar com nós outros. Dependendo do tempo histórico e do alcance intelectual da humanidade, deixaram determinadas mensagens. Revestem-se das lições e das culturas ao qual o médium, (Profetas, Pítons, Sibilas, Druidas, “Feiticeiros e Bruxas”) esta inserido, revestem-se desta ou daquela forma fluídica, para que se faça a comunicação.

Pois são estas as informações do mais alto, são estas as informações prometidas pelo Cristo, ao ensinar para seus Apóstolos que rogaria ao Pai o Consolador prometido, para que pudesse revelar coisas que Ele ainda não podia dizer.

José Reis Chaves, em seu livro Presença Espírita na Bíblia, em seu capítulo 27 (vinte e sete) nos trás a seguinte informação:

“... seguinte afirmação do Papa João Paulo II na Basílica de São Pedro, em 1983: O diálogo com os mortos não deve ser interrompido, pois, na realidade, a vida não esta limitada pelos horizontes do Mundo”.

Os Espíritos de luz, que compõem a imensa legião dos trabalhadores do Cristo na Terra, vêm até nós desde os tempos idos do Planeta. A nomenclatura de Anjos, Mensageiros, Mentores Espirituais ou Demônios pouco importa (“... já que a palavra, de acordo com a sua etimologia grega “daimones” significa nos originais bíblicos, espíritos humanos”), (Chaves, p. 125) Cabe a nós entende-los em suas revelações, e buscar a mudança.

Que assim seja.

Jivago Dias Amboni – Integrante do Movimento Espírita Catarinense e do Centro Espírita Circulo da Luz.

21 de abr. de 2012

Natureza das Comunicações Mediúnicas

Analisando um dos roteiros mais seguros  a respeito do assunto mediunidade - O Livro dos Médiuns  – observamos em seu capítulo 10 (dez), os estudos de Allan Kardec com relação à natureza das comunicações mediúnicas, e o cuidado que temos que ter na ocorrência das mesmas.

No capítulo acima citado, Kardec nos mostra que a natureza nas comunicações mediúnicas se dá de quatro formas diferentes. Seus estudos, o levaram a demonstrar que as naturezas destas comunicações estão classificadas em 04 (quatro) ordens diferentes.

Elas podem ser: Grosseiras, Frívolas, Sérias e Instrutivas. Todas estas divisões não são ao acaso, e muito menos criadas por Kardec, são sim, diferenciadas pela ordem intelectual e moral na qual se encontram os espíritos que se comunicam. Esta divisão em classes de espíritos é sempre feita pela ordem de evolução no qual se encontram.

Dependendo deste nível de evolução do espírito, as comunicações são enquadradas em uma ou outra natureza, nos dizendo Kardec, que nas grosseiras e frívolas, encontram-se a categoria de espíritos de terceira ordem, ou aqueles considerados ainda imperfeitos, conforme nos informam os próprios benfeitores espirituais, na questão de número 100 e seguintes de O Livro dos Espíritos.
Este cuidado com as comunicações mediúnicas encontra-se também em várias passagens dos Evangelistas, onde citamos uma:

“Caríssimos, não acrediteis em todos os Espíritos, mas provai se os Espíritos são de Deus, porque são muitos os falsos profetas, que se levantam do mundo ”.

Por isso Kardec nos coloca que nas duas primeiras comunicações, temos nas grosseiras aqueles considerados “maus”, e que se preocupam somente em desconstruir a moral cristã, valendo-se de comunicações ignóbeis, insolentes e arrogantes, sem nada construir na evolução das criaturas. São seres que ainda trabalham no erro, alimentando e comprazendo-se com a maldade, totalmente descomprometidos com a vida.

Já nas comunicações frívolas, temos ainda aqueles que não querem ver a luz pelo simples fato de não entenderem, mas já com sentimentos melhorados. São chamados de levianos ou rasteiros, onde contrário aos primeiros, não fazem o mau apenas por fazer, são antes de tudo, ignorantes em sua jornada evolutiva, necessitando de esclarecimentos para a mudança, pois seu coração já esta cansado e aturdido, solicitando no íntimo de sua razão e sentimento, um auxílio .

Estão preocupados com confabulações fúteis, em agradar os encarnados nas suas vaidades, e muito importante salientar, são aqueles que se encarregam de psicografias não sérias, que hoje pululam em meio as obras espíritas.

Passado isto, entramos nas duas últimas comunicações, feitas por espíritos de luz, que por entendimento e livre-arbítrio, conseguiram em sua jornada alcançar as legiões do Cristo, trabalhando na Terra em benefício das criaturas.

Mesmo nestas duas naturezas de comunicação, as sérias e as instrutivas, encontramos classes diferenciadas de espíritos, pois a Doutrina Espírita, bem como o Cristo, ensina-nos que a evolução espiritual é um processo contínuo . 

Neste caso, a diferença é positiva. Nas comunicações sérias, temos os considerados espíritos bons, cuja evolução intelectual e moral já teve seu início, mesmo na Terra, sendo almas boas e pacíficas. Porém, são entidades que ainda possuem certa ligação com a psicosfera do Orbe, não compreendendo todas as Leis Divinas. Trazem consigo um certo grau de sentimentos materialistas e humanos, embora não se encontrem mais nesta situação.

Por fim, falamos do ideal. As comunicações instrutivas, onde somente aqueles que já trilham pela verdadeira moral cristã, conhecendo mais profundamente os planos do Universo, apresentam-se, trazendo as lições do mais alto, enriquecendo nossas fileiras de almas, e colocando um grandioso conteúdo intelectual e moral em suas lições, alertando a visão dos homens, e os fazendo buscar sua reforma íntima.

São entidades como as que inspiraram os Evangelistas, que auxiliaram por inspiração (mediunidade) Paulo de Tarso, que caminharam pelos tempos medievais como Francisco de Assis, que deixaram sua mensagem no Oriente como Buda, Lao Tsé, que se comunicaram com Chico Xavier, que auxiliaram Kardec no Livro dos Espíritos e demais obras básicas do Espiritismo. Enfim, são seres que nos trazem uma objetividade em seus ensinos em virtude de sua envergadura de conteúdo moral, científico e filosófico, buscando fortalecer as 03 (três) revelações .

Seus ensinos são não só profundos, mas trazem uma continuidade que não se perde nos Séculos. Revestidos de uma linguagem erudita e amorosa, visam unicamente instruir, e nunca mistificar ou criar polêmicas outras.

E esta última, a comunicação primada pela Doutrina Espírita, que busca no estudo continuado dos seus integrantes, o alcance para que estas comunicações possam ser feitas. Agradecemos a todos estes benfeitores, por trazerem tão nobre conhecimento.

Cabe a nós, o estudos destas comunicações, cabe a nós a continuidade da pureza doutrinária, que se faz somente com conhecimento que consequentemente nos leva ao burilamento dos sentimentos.
Ensina-nos um dos espíritos que se comunica pela natureza instrutiva.

“ Ao exercício da mediunidade com Jesus, isto é, na perfeita aplicação dos seus valores a benefício da criatura... ”.

Esta é a natureza ideal.

Jivago Dias Amboni – Integrante do Movimento Espírita Sul Catarinense.

3 de mar. de 2012

Revelação.

A interpretação teológica, sempre colocou as revelações como algo místico, sobrenatural e fora do conhecimento científico e filosófico. Esta postura de interpretação, fez com que os homens da era da razão a repugnassem completamente, por achá-las frutos de uma imaginação infantil e fértil.

A Doutrina Espírita, cuja chave é a de dar continuidade às revelações espirituais, vem, por meio de sua fé raciocinada, mostrar ao homem moderno o real conceito do que vem a ser este processo, esclarecendo por sua vez o seu funcionamento.

Em sua revista de Estudos Psicológicos , Kardec redige artigo na temática, ora analisada, e nos faz o seguinte esclarecimento.

No sentido litúrgico, a revelação implica uma idéia de misticismo e de maravilhoso. O materialismo a repele naturalmente, porque ela supõe a intervenção de poderes e de inteligências extra-humanas .

Sentido lógico, tendo em vista os conceitos tradicionais impostos pelas Igrejas em seus processos humanos. Mas a chave do Espiritismo nos mostra que revelar é algo transcendental, sim, mas que tudo é explicado, pois tudo esta na natureza. E continua o codificador.

Revelar é tornar conhecida uma coisa que não o é; é ensinar a alguém aquilo que não sabe. Deste ponto de vista, há para nós uma revelação por assim dizer incessante ...

Neste ínterim, temos que todos os “gênios”, homens sábios que apareceram na Terra, em um determinado ponto do Globo, em separados períodos históricos, foram colocados pelo planejamento reencarnatório naquele momento para deixar uma mensagem, foram ao seu tempo, e nas condições de entendimento do povo de seu tempo, os mensageiros, encaminhados pelo próprio Cristo Planetário para revelar algumas verdades dos planos superiores.

... Tal o papel dos gênios. Que vêm eles fazer, senão ensinar aos homens verdades que estes ignoram e ainda ignorariam durante largos períodos, a fim de lhes dar um ponto de apoio mediante o qual possam elevar-se mais rapidamente? Esses gênios que aparecem através dos séculos como estrelas brilhantes, deixando longo traço luminoso sobre a Humanidade, são missionários ou, se quiserem, messias...

Revelações que em suma são o resultado de processos mediúnicos, planejado e programado pelo Cosmos para se fazer presente na Terra.

Programação que passou por mensageiros como Zoroastro, Buda, Os Sastras , Confúcio, os Profetas Hebreus e tantos outros, vindo preparar o terreno até a chegada das três revelações, estando tudo na ordem de Deus, que por sua vez, trabalha por meio de espíritos Crísticos como Jesus, e por uma legião de entidades benfeitoras.

A revelação espírita é isto. Resultado deste longo processo que se estabeleceu desde o momento em que o plano terreno foi construído para abrigar espíritos errantes, em suas novas caminhadas de reajuste.
Esta Doutrina faz parte do aperfeiçoamento deste longo processo, que se iniciou com os primeiros homens, passou por Moisés, esclareceu-se com Jesus, e deu continuidade aos ensinos deste último, conforme sua própria afirmação .

As revelações são os dizeres do Cristo, contemplando o intelecto do homem contemporâneo, fazendo-o entender aquilo que até o momento fora confirmado pelas revoluções científicas, sendo contemplado, e ao mesmo tempo complementando por estas verdadeiras ebulições do saber.

Esse é o espiritismo, o início de uma série de conhecimentos que colocam o homem dentro de seu verdadeiro eu, o real conhecimento, sua espiritualização.

O próprio Emmanuel, afirma que muito ainda será revelado, pois “... somos obrigados a reconhecer que os homens receberão sempre as revelações divinas... ”.

Jivago Dias Amboni
Integrante do Movimento Espírita Catarinense.
Revelado não por um homem, mas por uma plêiade de espíritos ao redor do Mundo , a Doutrina Espírita ou Espiritismo, segue o trajeto dos planos espirituais, de sempre revelar aos homens os conteúdos necessários para o seu desenvolvimento, seguindo-se sempre o merecimento da própria humanidade, em sua evolução intelectual e moral.

Evoluído intelectualmente com acontecimentos como a Renascença, o Iluminismo e a Revolução Industrial , estava o homo sapiens  pronto para receber as mais puras revelações dos planos superiores. Encaminhados a Terra pelo Cristo Jesus para prepara o terreno, filósofos e cientistas vieram trabalhar o intelecto humano, iniciando a construção para que os entendimentos do mais alto pudessem ser estabelecidos.

Com isso e por isso, o Espiritismo jamais deverá ser analisado sem o seu tríplice aspecto. Seu estudo, obrigatoriamente deve passar pela filosofia, por sua ciência e por sua religiosidade.

Quando Kardec nos ensina em Obras Póstumas que:

O Espiritismo é uma doutrina filosófica de efeitos religiosos, como qualquer filosofia espiritualista, pelo que forçosamente vai ter as bases fundamentais de todas as religiões: Deus, a alma e a vida futura. Mas, não é uma religião constituída, visto que não tem culto, nem rito, nem templos e que, entre seus adeptos, nenhum tomou, nem recebeu o título de sacerdote ou de sumo-sacerdote

E no Evangelho Espírita:

O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo .
Podemos concluir que a proposta da espiritualidade ao revelar o espiritismo para a humanidade foi o de quebrar alguns paradigmas existentes até então, demonstrando que as revelações nos campos científicos e filosóficos deveriam e iriam integrar-se perfeitamente com os ensinamentos do próprio Cristo , que veio até nós por si só, mas também pelos benfeitores encaminhados por Ele  para preparar o terreno de suas reais mensagens.

Enquanto filosofia, o espiritismo vem trazer a fé raciocinada, sua base esta na fundamentação do bom senso, demonstrando que nada é sobrenatural, e que tudo esta na natureza, nos dizer não aos mistérios, mas sim ao entendimento dos fenômenos, pois hoje, tudo pode ser explicado e exemplificado com o crescimento intelectual das criaturas .

Em sua parte científica, a Doutrina dos Espíritos coloca-nos frente a frente com as manifestações espirituais, demonstrando por meio de comprovações  seus princípios. É uma doutrina de observação, que por sua vez vem ao longo dos tempos, mostrando na prática que os princípios espíritas estão de acordo com os fatos ocorridos .

Já a religiosidade encontra-se em seus efeitos diários. Diz-nos Kardec que “O Espiritismo é uma doutrina filosófica de efeitos religiosos”, pois trabalha, aceita e reafirma a existência de Deus, da imortalidade da alma, e trás de volta, em sua forma mais pura (sem as distorções históricas ), os ensinos do Cristo Jesus, pois é o espiritismo ele próprio, a revelação da plêiade do Espírito Verdade, prometido pelo Messias quando encarnado no Mundo escola. É a Boa Nova rediviva! Longe dos interesses políticos e econômicos.

 A Doutrina Espírita veio nos mostrar não mais o sectarismo entre ciência e religiosidade, trata-se de uma revelação que veio nos ensinar que a verdadeira palavra de religião esta na aplicabilidade das mudanças morais, e não em templos ou dogmas pré-estabelecidos.

Postou frente aos homens um tríplice aspecto, que coloca as criaturas como centro de suas decisões, resultado daquilo que construíram dentro de seu livre-arbítrio em suas vidas passadas, demonstrando com isso, que esta mesma criatura é senhor de suas próximas existências, sem bengalas, ou qualquer outro tipo de construções positivas sem mérito.

Porém, para que possamos entender este processo, é necessário o estudo sério e aprofundado, sem nunca esquecer o tripé espírita na ordem revelada por um grupo conhecido como espírito Verdade, ou seja, filosofia, ciência e religiosidade.

Este é o estudo! Ambos têm que ser feitos de forma integrada, sem priorização de um ou outro, pois esta priorização demonstra única e exclusivamente a falta de preparo dos espíritas que ainda não aprenderam a ler Kardec.

Conclamamos nestas páginas todos os espíritas e espiritualistas, para a reflexão deste tema, extremamente importante por tratar dos alicerces doutrinários, são princípios, que jamais devem ser alterados ou modificados por nossa ignorância. A nós não cabe criar seitas ou linhas diferentes dentro do Espiritismo, esta filosofia, de tão séria, não aceita este tipo de divergência, pois as divergências, em especial neste tema, são frutos de nossos achismos , misticismos e infantilidade, ao vastíssimo campo filosófico e científico que se abre diante de nossos olhos com esta revelação.

Deixemos nossos conceitos teológicos construídos ao longo de séculos de existência  de lado. É hora da pureza doutrinária. A revelação espírita clama por isto, é hora dos reencarnes de luz, da mudança vibracional da Terra. Ai reside à importância de respeitarmos o tríplice aspecto! Pureza na Doutrina. E nós? Que formamos o grupo dos que fizeram e fazem a frente para que a doutrina floreça de forma correta na Terra. Será que estamos preparando o solo de forma fértil para estas estrelas que começam a cair do céu ? Será?

Que assim seja.

Jivago Dias Amboni
Integrante do Movimento Espírita Catarinense.
 

7 de jan. de 2012

O Momento do Desenlace:


O Desenlace dos corpos físicos, muito incompreendido no Ocidente em virtude das construções ideológicas e teológicas construídas ao longo dos processos históricos, trata-se em suma de um processo natural, que vai colocar o Espírito em situações construídas por ele próprio em sua última encarnação.

Ao deixar o vaso somático, o espírito leva consigo o corpo perispiritual, vaso menos denso que o corpo físico, e responsável por manter a individualidade do Ser até aquele momento, guardando todos os registros das trajetórias múltiplas. 

Para uns a chamada morte pode ser envolta de transtornos de consciência, ocasionados por ações mal construídas no livre arbítrio, ou ao contrário, algo positivo, sem muitas aflições. Ensina-nos a Doutrina Espírita. 

“O estado do Espírito por ocasião da morte pode ser assim resumido: Tanto maior é o sofrimento, quanto mais lento for o desprendimento do perispírito; a presteza deste desprendimento está na razão direta do adiantamento moral do Espírito; para o Espírito desmaterializado, de consciência pura, a morte é qual um sono breve, isento de agonia, e cujo despertar é suavíssimo[1].” 

O resultado esta justamente na diferença de estarmos mais harmonizados ou não no momento do desencarne. Quanto mais desprendidos das paixões do plano Terra, mais fácil compreenderemos nosso processo, e em caso de necessidade de reencarne, voltaremos mais evoluídos intelecto e moralmente.

Resta-nos saber se estamos aproveitando este momento para a reflexão,  a harmonização, e o desprendimento. Uma pensar sobre isto, bem como uma mudança de postura frente ao Mundo se faz necessário.

A citação acima será uma realidade ou não, dependendo daquilo que fazemos do tempo.

Jivago Dias Amboni


[1] O Céu e o Inferno. Obra do Pentateuco Kardequiano - 2ª parte - Capítulo 1. Item 13.

9 de dez. de 2011

No Caminhar


No caminhar de nossa vida[1] somos questionados sob nossos passos. Questionamentos que ora nos vem pela imposição social, outrora por aqueles que nos cercam[2]. 

O que pensar sobre isso? Será que todos viemos a Terra para caminhar nas mesmas estradas? Muitos, por não entenderem que a resposta para  o segundo questionamento é não, criam mecanismos interligados a cultura[3] para questionar as formas de viver diferenciadas.

Sabemos que a família ao se formar na Terra, assim se consolida para auto-auxílio entre espíritos endividados em sua jornada. Por vezes, esta união carnal sob o mesmo teto pode servir também para que um espírito ajude os demais, ou seja ajudado.

Benfeitores espirituais nos explicam por sua vez, que nem todos vêm ao Orbe para construir tal matriz. Em resposta dada pelo Espírito Camilo[4] a respeito daqueles que no seu caminhar não sentem a necessidade de união carnal, ou que não tenham por ventura recebido espíritos para o reajuste[5] temos a seguinte explicação:

“...Nem todos os indivíduos reencarnados no mundo vêm com compromissos estabelecidos para o matrimônio. Incontáveis criaturas chegam ao planeta para, na época prevista experimentar a solidão, em nome da lei de causa e efeito, que estabelece a pauta das provas e das expiações das pessoas... Muitos que reencarnam comprometidos com profundos descobrimentos e investimentos científicos, com atividades abnegadas na esfera religiosa, ou deveres outros a exigir dedicação quase exclusiva em prol da causa social ou sócio-moral do mundo, já sabem, no seu mundo íntimo – percebem-no por intuição – que o matrimônio ou um relacionamento estável com alguém não costa de sua “agenda” reencarnatória.” (grifo nosso).

Embora a colocação acima analisada tenha como referencia reencarnes em missão[6], encontramos também situações em que a criatura não se encontra em fase de relacionamentos outros em virtude de abusos cometidos em existências pretéritas, que de acordo com a Lei de ação e reação, apresentam-se no Mundo para burilar estas forças desequilibradas por meio de sentimentos como a solidão reflexiva, ou outros infortúnios necessários para o “... equilíbrio e harmonia, o que, com certeza, não ocorreu em vivências transatas[7]”.

Do berço ao túmulo caminhamos[8]. Cada espírito em sua fase de burilamento, buscando sanar as vicissitudes criadas por ele próprio. A encarnação atual é sempre a que nos da o tempo necessário para as reformas, muitas delas vem da ação, tantas outras, da paciência[9] e reflexão.

Que entendamos o processo de cada um. Pois não sabemos os comprometimentos ou as bem aventuranças daqueles que caminham no Planeta escola ao nosso lado.

Jivago Dias Amboni


[1] Atual reencarnação.
[2] Amigos, companheiros de trabalho, familiares e etc.
[3] Aqui entendendo-se como paradigma do meio no qual a pessoa esta inserida.
[4] Mensagem mediúnica recebida por Raul Teixeira pelo espírito de Camilo (benfeitor espiritual).
[5] Filhos sanguineous ou não.
[6] Espíritos mais experimentados que já reencarnam com um foco construtivo.
[7]Camilo no livro Desafios da Vida Familiar.
[8] Período de uma encarnação. Não contando as demais.
[9] A Doutrina Espírita nos ensina que o tempo é usufruto concedido para que possamos aproveitar para nossa evolução.

29 de nov. de 2011

Dependência Mental


Quantas vezes, apesar dos conhecimentos que adquirimos, nos vemos voltados aos nossos “vícios” mentais? Verdadeiras forças obscuras que apesar de nosso aprofundamento nos valores do espírito não conseguimos nos desfazer tão facilmente.

O Espiritismo nos coloca que tudo esta ligado por sintonias. Vibrações mentais oriundas de nossas construções atuais, mas também de situações vividas e cristalizadas em nossas mentes no pretérito.

Em virtude de nossas pré-existências, construímos muitas ações em nossa jornada evolutiva, umas voltadas para propósitos edificantes, e outras não.

Nos colocamos em muitos casos de frente com estes sentimentos, presentes em virtude de sua cristalização no corpo semi-material.

Nascemos na Terra com forças desequilibradas para o reajuste, nos diz Emmanuel. Já em Gotas de Otimismo e Paz, aprendemos que; “Influenciamos e somos influenciados pelos que estão na mesma faixa vibratória e comungam os mesmos ideias[1]”.

Estamos todos conectados pelas nossas vibrações e por aquilo que construímos, encarnados com encarnados e encarnados com desencarnados. Tudo esta em tudo.

Precisamos orar e vigiar nossas ações, palavras e pensamentos. Quando nos sentirmos perturbados e cometendo ações que não são naturais ao nosso Ser, devemos parar o observar, entrar em meditação, voltar nossos pensamentos aos mentores de luz e procurar superar o Eu do passado.

 
“É importante vigiar nosso íntimo, nossos pensamentos, porque são indicadores de nossas intenções, formando ideais que constroem ou destroem, ajudam ou prejudicam os objetivos de nossa existência[2]...”

Assim somos todos nós, criaturas imperfeitas, procurando no aperfeiçoamento de nossas jornadas[3], a libertação mental.


Jivago Dias Amboni


[1] Artigo redigido por Lucy Dias Ramos. Publicado pela FEB.
[2] Idem, p. 41.
[3] Cumprimento da Lei Cósmica de Ação e Reação.